O culto ao Sagrado Coração esteve presente já no início da Igreja, desde a Cruz, onde este divino Coração foi aberto para os fiéis como um asilo inviolável, sacrário das divinas riquezas, que derrama sobre nós as torrentes da misericórdia e da graça. Os maiores Santos de todos os séculos compreenderam o segredo desta devoção muito antes que ela fosse revelada de modo especial.
A reparação Eucarística é uma característica
fundamental nesta devoção, pelo que disse o próprio Senhor a Santa
Margarida Maria:
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Esta devoção está associada a inúmeras graças, reveladas a Santa Margarida Maria nas 12 promessas:
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1- Darei às almas dedicadas ao meu Coração todas as graças necessárias ao seu estado. 2- Farei reinar a paz em suas famílias. 3- Eu as consolarei em suas penas. 4- Serei seu refúgio seguro durante a vida e sobretudo na hora da morte. 5- Derramarei copiosas bênçãos sobre todas as suas empresas. 6- Os pecadores acharão em Meu Coração a fonte e o oceano infinito da misericórdia. 7- As almas tíbias se tornarão fervorosas. 8- As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a uma grande perfeição. 9- Abençoarei as casas em que se achar exposta e for venerada a imagem do Meu Coração. 10- Darei aos sacerdotes o dom de tocar os corações mais endurecidos. 11- As pessoas que propagarem esta devoção terão seus nomes escritos indelevelmente no Meu Coração.
12- O amor todo-poderoso do Meu Coração
concederá a todos os que, por nove meses
seguidos, confessarem-se e comungarem na primeira
sexta-feira, a graça da perseverança
final. |
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Esta passagem exemplifica também a profunda união mística do Coração de Jesus com o Coração de Maria na obra da Redenção. Essa união começou quando, pelo poder do Espírito Santo, Maria concebeu o Coração de Jesus em Seu próprio Coração. Esse Sagrado Coração começou a pulsar no ventre de Maria, como eco às batidas de Seu Coração Imaculado. O Coração de Jesus existe pelo consentimento da Virgem Santíssima na Anunciação. Foi o sangue de Maria que alimentou esse Coração Sagrado do Filho de Deus feito homem.
Essa união de amor inefável é consumada quando, ao mesmo tempo, esses Dois Corações são imolados por nossa salvação. Quando o Coração de Jesus foi traspassado pela lança do soldado, o Coração de Maria foi traspassado espiritualmente, cumprindo a profecia de Simeão (Lc 2,35b).
Todas essas passagens indicam claramente a admirável Aliança desses Dois Corações (como já citou João Paulo II), que trabalharam pela salvação do mundo: o Coração de Jesus, que sofreu a ponto de ser traspassado para derramar-Se sobre todos os que nEle crerem; e o Coração de Maria, sempre se voltando ao Seu Divino Filho, Coração predestinado por Deus a sofrer com Jesus pela salvação da humanidade.
Fontes consultadas:
Missal
Romano
Informativo 3º Milênio nºs 19 e 20