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Indulgências de 8 de setembro, Natividade de Nossa Senhora

Indulgência cura feridas do pecado
01/05/2004

 

Aparecida - SP - O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida recebeu um decreto do Papa João Paulo II concedendo indulgências a todas as pessoas que participarem de peregrinações, missas e orações neste ano do Centenário da Coroação da Padroeira do Brasil.

Para o reitor do Santuário Nacional, padre Joércio Gonçalves Pereira, o significado mais importante das indulgências é a cura das feridas causadas pelo pecado na alma das pessoas. Pois o pecado já perdoado deixa ainda marcas, feridas e cicatrizes.

 

DECRETO DO VATICANO:

 

(...)

“Concede-se Indulgência Plenária aos fiéis dentro das condições costumeiras (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e Oração na intenção do Sumo Pontífice) e com a mente livre de afeto por qualquer pecado,

 

a:) se participarem de alguma função sagrada ou pio exercício mariano, ou pelo menos recitarem devotamente a Oração Dominical e o Símbolo dos Apóstolos (= Pai-Nosso e Credo), acrescentando alguma piedosa invocação à Beatíssima Virgem Aparecida no dia 8 de setembro de 2004... no Santuário Mariano de Aparecida e em todas as igrejas ou oratórios sob o título de Virgem Aparecida situados dentro dos limites do Brasil.

 

Os idosos, enfermos, todos os que por legítima causa não puderem sair de casa, poderão obter Indulgência plenária, contanto que com ânimo devoto se unam àqueles que realizam uma piedosa visitação ou peregrinação, detestem qualquer pecado, conforme foi dito acima, e com a intenção de, logo que for possível, realizem as três condições habituais: diante de uma imagem de N. S. Jesus Cristo ou da Beatíssima Virgem Maria, recitem devotamente a Oração do Senhor, o Símbolo da Fé e alguma prece mariana; ou ao menos, se nem isso mesmo puderem fazer, humilde e confiantemente ofereçam a Deus por Maria suas doenças e incômodos.

 

2) Em todos os lugares dentro dos limites do Brasil:

 

Os fiéis cristãos poderão lucrar Indulgência parcial cada vez que, com coração contrito, recitarem súplicas ou outros atos de piedade em honra da Virgem Aparecida...;

 

O presente decreto terá valor somente durante este tempo de celebração como definido acima (até 31 de Dezembro de 2004). Nada obstante em contrário.

 

Dado em Roma, na sede da Penitenciaria Apostólica, dia 31 de março de 2004.

 

Veja a íntegra do decreto.

 

            O que fazer no dia 8 de Setembro, se é permitida apenas uma única indulgência plenária cada dia? O fiel tem a liberdade de escolher, conforme sua devoção, ou a indulgência mariana ou a indulgência da leitura bíblica; pois o que mais interessa no caso, é o fervor, a devoção do fiel, sem a qual dificilmente a indulgência será plenária e, se for parcial, será tanto maior quanto maior for a devoção. (não, necessariamente o fervor sensível e sim a intensidade do ato da vontade).

 

A confissão, afirma João Paulo II, a ser proposta aos fiéis cotidianamente (NMI 37) nos santifica parcialmente – quanto à culpa e não quanto à pena – deixando "em aberto" os resquícios, as marcas," as conseqüências do pecado, das quais é necessário purificar-se. É precisamente neste âmbito que ganha relevo a indulgência, através do qual se manifesta o dom total da misericórdia de Deus."(João Paulo II, "Incarnationis Mysterium" 10).  "Esta purificação liberta da ‘pena temporal’ do pecado. Expiada esta é que fica cancelado tudo aquilo que impede  a plena comunhão com Deus e com os irmãos." (idem).

 

7. “Exorto vivamente os sacerdotes a educarem os fiéis, com apropriada e aprofundada catequese, a fim de que se valham do grande bem das indulgências, segundo a mente e o espírito da Igreja. Em especial os sacerdotes confessores poderiam de modo muito útil indicar aos seus penitentes como penitência sacramental práticas indulgenciadas, salvaguardando sempre os critérios de justa proporção com as culpas confessadas.” (ao Penitenciário-Mor aos 1° de Abril de 2000).

 

                “Creio na Comunhão dos Santos” é um artigo de fé, um artigo do nosso Credo. Esse artigo da nossa fé trata da intercomunicação espiritual que existe entre a Igreja do Céu, a Igreja do Purgatório e a Igreja da terra (geralmente designadas como “Igreja Triunfante”, “Igreja Padecente” e “Igreja Militante”).   Vejamos, a esse respeito, o que a Igreja ensina oficialmente:

 

“A comunhão dos santos não é outra coisa senão a comunhão de auxílio, de expiação e de preces, de benefícios entre os fiéis já na pátria celeste ou ainda entregues ao fogo purificador ou peregrinando ainda na terra...” (Manual das Indulgências p. 88, nota 18, linhas 1 a 5).

 

                A tradução que encontramos no Documento 47 da Editora Vozes é a seguinte: “A comunhão dos Santos... outra coisa não é senão uma comunicação mútua de socorros, de expiações, de orações, de benefícios entre os fiéis, quer os que já estão de posse da pátria celeste, quer os que ainda estão condenados às chamas expiatórias, quer, enfim, os que ainda são viandantes nesta terra...”

 

                A comunhão ou comunicação é mutua - quer dizer, tantos os Santos no Céu como as almas do Purgatório também nos podem auxiliar:  “...entre os fiéis já admitidos na pátria celeste, os que expiam as faltas no purgatório e os que ainda peregrinam sobre a terra, existe certamente um laço de caridade e um amplo intercâmbio de todos os bens...” (p. 90, linha 10 do Manual) Essa intercomunicação entre os Santos do Céu é plena, pois não é obstaculizada pelos pecados.  Também para a nossa união recíproca aqui na terra ser total, há que remover, não só o impedimento do pecado, mas também o impedimento das “conseqüências do pecado”. São as indulgências, “Dom Total da Misericórdia de Deus”,  que removem essas conseqüências dos pecados já perdoados, que impedem “a plena comunhão com Deus e com os irmãos”, como vimos acima, nas palavras de João Paulo II. Resulta, então, em sua plenitude a “comunhão espiritual” com os irmãos, de que fala o Catecismo da Igreja Católica 2347.

 

                Desejando saber mais sobre as indulgências, adquira, numa livraria católica, o livro oficial da Santa Igreja denominado “Manual das Indulgências”. E, para entender melhor o Manual, pode-se adquirir o meu livro “Coração Indulgentíssimo de Jesus” publicado pela Editora Vozes, podendo também pedir que eu envie o seu texto num e-mail.

 

Hugo Ferreira Pinto.

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